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Flagrantes da
vida real
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Ia de carro com o meu primo mais novo,
o João. Visto que a estrada estava livre, passei um STOP sem parar.
Curioso como sempre, o João perguntou-me:
– Que quer dizer este sinal?
– Se Tens Olhos, Pára – respondi eu.
Fingindo-se aflito, olhou para mim e exclamou:
– Oh, querida prima, estás cega e eu não sabia!
Ana Isabel Pinto da Silva,
Santa Marta de Penaguião, Portugal
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Tudo no campo deliciava os meus
vizinhos, que se tinham mudado da cidade para a nossa pequena vila.
Até que um dia avistaram um cartaz, «Vendem-se ovos frescos»,
numa banca à beira da estrada em que o pagamento era efectuado com
base na honestidade.
«Porque é que não podem ser todos assim, confiantes?»,
interrogaram-se, pondo o dinheiro numa caixa e levando uma embalagem
de uma dúzia de ovos. Quando chegaram a casa e a abriram,
encontraram 11 ovos.
Claudine Rush, EUA
Uma amiga da minha avó descobriu
que estava a ficar velha. Um dia, ao dar-nos uma boleia, o seu carro
avariou-se. Éramos pequenos e ficámos no carro enquanto ela foi
ver se conseguia descobrir qual o problema. Meia hora depois, entrou
para o carro, desanimada.
– Parece que já não estou na flor da idade. Os homens já não
param para me ajudar.
Mária Fodor, Hungria
O meu filho tinha ido ver um jogo
de futebol nesse dia, e eu esforcei-me por evitar saber o resultado
para poder gozar o jogo mais tarde na televisão.
Quando me instalei para assistir a ele, o meu filho juntou-se a mim
para ver os golos outra vez. Uma das equipas marcou um golo logo ao
princípio do jogo.
– Pronto – disse o meu filho imediatamente a seguir. – Vou
para a cama.
D. Jolly, Grã-Bretanha
Com 2 anos de idade, a filha da
minha prima estava naquela fase que os adultos adoram. Já sabia
falar, mas enganava-se nalgumas palavras. Estava a brincar com ela,
perguntando-lhe como se chamava cada animalzinho de peluche que ela
tinha no seu quarto:
– Diz, Ana, como se chama este bichinho?
– Urso!
– Vês, é um ursinho. E este?
– Cão!
– Que cãozinho tão lindo. E como se chama este?
– Sapo!
– Pois, é um sapinho. E conheces este? Como se chama?
– Gato!
– Muito bem, é um gatinho. E este?
– Golfo!
Moral da história: a Ana detestava diminutivos!
Sandra Pinto, Póvoa de
Varzim, Portugal
Estávamos em remodelações e o
meu marido encontrava-se no escadote, dando os retoques finais na última
demão de tinta.
– Não acredito que fiz isto tudo sem me cair um único pingo de
tinta em cima – disse ele, descendo do escadote ... e pondo o pé
no tabuleiro cheio de tinta.
Paulette Lewis, Canadá
Uma noite, já tarde, o telefone tocou. A minha mulher, Nancy,
atendeu, disse «Não» e desligou de imediato.
– Quem era?
– Um rapaz para a Carolyn – disse ela, referindo-se à nossa
filha.
Então, o telefone voltou a tocar. Nancy ouviu o que diziam, disse
«Kit Kat» e desligou.
– O que foi agora? – perguntei.
– Um rapaz tenciona convidar a Carolyn para o baile de finalistas
e queria saber qual é o chocolate preferido dela. Ele vai mandar o
convite num cesto de chocolates.
Na manhã seguinte, um cesto cheio de tabletes de chocolate estava
à nossa porta.
– Mas, mãe, o Kit Kat não é o meu chocolate preferido –
reclamou a nossa filha quando ouviu a história.
– Eu sei – disse Nancy. – É o meu.
Paul Walter, EUA
Estava com a minha família a
jantar numa esplanada quando o meu pai, acabada a segunda cerveja,
pediu à minha irmã que lhe fosse buscar mais uma lá dentro.
Quando a minha irmã deu a cerveja ao meu pai, o meu irmão de 4
anos olhou-o, surpreendido, e exclamou alto e bom som:
– Mais uma, pai?!
Embaraçados com a situação, sussurrámos todos ao mesmo tempo:
– Psiu, Paulo, fala baixo!
Olhando para a minha irmã, ele murmurou em tom de cumplicidade:
– Porquê? Roubaste, foi?
Andreia Pereira, Angra do
Heroísmo, Açores
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